Exposição de lenços com imagens de arte 2.8 Seta-re.
Diferentes facetas da Itália retratadas com muita arte num suporte inusitado: lenços de seda, também chamados de “foulards”. É isto que traz ao Mia Cara a exposição 2.8 Seta-Re, que chega ao Brasil após ter sido apresentada em cidades italianas. Em Curitiba, a mostra fica em cartaz de 29 de maio a 9 de junho, no Solar do Rosário (em Curitiba). Em Joinville, será exibida de 30 de maio à 9 de junho, no Instituto Juarez Machado. A entrada é gratuita.
Quatro artistas  foram convidados a criar estampas que apresentassem diferentes aspectos da cultura daquele país, tendo como curadoras a curitibana Consuelo Cornelsen e a italiana Nadia Calzolari. Os artistas são Fernando Canalli, André Brik, Eduardo Bragança e Thiago Goms.
A exposição traz um intercâmbio entre os países e formas de expressão. "O mundo não tem mais fronteiras", comenta Consuelo. "Hoje tudo converge: arte, inovação, história, conhecimento, tecnologia, culturas, Itália e Brasil, Paraná e Bologna, seda e arte. Esse é um projeto inspirado nessas convergências, que busca criar novos pontos de contato e troca entre culturas diferentes".
A Itália, país que valoriza cultura, arte e beleza há séculos, entra em contato com o Brasil, mais especificamente com a seda produzida em Maringá com o casulo de maior prestígio, Bombyx Mori. Os artistas convidados se encarregaram então de soltar a imaginação para criar as estampas, retratando ícones italianos em arquitetura, gastronomia, paisagens, arte e moda, entre outros.
A mostra foi primeiro apresentada na Itália, em províncias como Reggio Emilia e Correggio, no Palazzo della Seta, e na FICO Eataly World, um dos maiores polos turísticos voltado à gastronomia da Itália. Agora chega ao Brasil completa, com 16 desenhos de cada um dos quatro artistas.
O nome da exposição faz referência à data e ao local onde a seda chegou na Itália. Segundo a história, no dia 2 de agosto (02/08) de 1502 a nobre italiana Lucrécia Bórgia levou a seda para o país europeu. Seta significa seda, em italiano. O “Re” faz alusão à região de Reggio Emilia.
Artistas comentam o trabalho
Fernando Canalli busca inspiração na leveza da seda unida ao movimento do desenho, refletindo famosas construções italianas. "O foulard (lenço) permite que arquitetura e arte se tornem um elemento de identidade de uso cotidiano e representam a nossa busca incessante por símbolos, autenticidade e individualidade", comenta o artista.
André Brik brinca com texturas e volume em seus desenhos, com toque de humor. "Meu trabalho tem relação com surrealismo e naturezas mortas, gosto de brincar com o formato das coisas, então a culinária italiana foi meu tema", explica.  "Nós de Curitiba nos identificamos muito com a cultura italiana, em especial à gastronomia, e me senti privilegiado de poder expressar isso".
Eduardo Bragança fugiu do tradicional expressionismo abstrato de seu trabalho para alcançar um paradigma mais realista nos lenços. O artista criou paisagens italianas e trabalhou muito com as cores da bandeira daquele país. Sobre ter participado do projeto, afirmou: "Acho isso ótimo para o fomento e atenção do público, tornar o foulard produto de uso, produto artístico e dignificar a mensagem".
Thiago Goms, conhecido por personagens humanos com cabeças de gato, trouxe este conceito para os trabalhos. "Esta série começou há algum tempo com a ideia de pessoas que tentam ser livres dentro da sociedade e se arriscam a serem menos domésticos, viverem do que acreditam", conta. Os felinos humanizados visitam pontos turísticos e andam de clássicos veículos italianos em suas imagens. 
Local: Galeria de Arte Solar do Rosário aqui >
Coquetel: 09 de Junho - 11h
Exposição: 29 de Maio a 09 de Junho
Ingresso: Entrada Gratuita
Categoria: Arte

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